Por Sérgio Dias 23 de março de 2010
Desde o início de março, agências internacionais de notícias cristãs têm relatado uma série de deportações de estrangeiros no Marrocos, todos coincidentemente cristãos, e despertado a atenção das agências missionárias, convenções nacionais e de organizações de direitos humanos e religiosas. Sob a alegação de realizarem proselitismo (atividade ou esforço de fazer discipulado; conversões) contra muçulmanos, policiais secretos já expulsaram do país cerca de 70 pessoas (inclusive brasileiros), a maioria voluntários de organizações cristãs de assistência social. Segundo especialistas, o Marrocos, de maioria muçulmana, era considerado um país oficialmente moderado em relação às outras religiões.
A agência de notícias Reuters informou que, em 6 de março, as deportações dos diretores e de cerca de 20 funcionários ligados ao orfanato Vila da Esperança, na cidade de Ain Leuh, inaugurou o processo de expulsões. Justamente naquele dia, também de acordo com a Reuters, assumia o poder o novo Ministro do Interior do Marrocos, tido como intolerante ao cristianismo. De acordo com seu site na internet, o orfanato Vila da Esperança espera encaminhar as 33 crianças em atendimento para uma equipe de pais adotivos.
A Aliança Evangélica Espanhola foi a primeira organização cristã a se manifestar. Ela emitiu nota oficial lamentando as deportações e cobrando providências. “Dada a gravidade desses fatos, a Aliança Evangélica Espanhola, que tem mais de 130 anos de defesa da liberdade de religião e de consciência, pede que os órgãos competentes da União Europeia e da ONU tomem providências rigorosas a respeito dos direitos fundamentais inerentes a todo ser humano visando a correção pública do governo do Marrocos diante desses fatos e garantir os direitos fundamentais para todos seus cidadãos e aos estrangeiros residentes no país”.
A partir daquela data, novos relatos de deportações foram acontecendo sistematicamente. Muitos foram presos e interrogados antes da expulsão. Ao chegarem em seus países de origem, os deportados alegaram não terem recebido explicações justificando o acontecido. “Apenas foi dito que meu visto de permanência no país havia sido revogado”, diz um voluntário americano. No dia 11 de março, o governo marroquino fez uma declaração pública de que elas foram consideradas culpadas de proselitismo religioso. Em seguida, afirmaram que o Marrocos tolera todas as religiões e defende a liberdade religiosa.
Algumas das pessoas deportadas estavam envolvidas em trabalhos humanitários, outros eram empresários ou parceiros do Marrocos em negócios estratégicos e eram respeitados nas comunidades.
Estima-se que existam de 1 a 3 mil cristãos no Marrocos. Apesar dos estrangeiros terem autorização de se reunir para cultuar, os cristãos marroquinos não têm essa liberdade.
O orfanato Vila da Esperança foi visitado por missionários da JMM em novembro de 2006.
Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu. Sl 24:1, 2
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quarta-feira, 24 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Orfanato cristão é fechado; líderes são expulsos do país
MARROCOS (37º) - A agência de notícias International Christian Concern foi informada de que o orfanato Voice of Hope em Ain Leuh, Marrocos, recebeu uma ordem de fechamento do governo.
Os 20 exilados que conduziam o orfanato foram ordenados a sair do país no prazo de três dias. O motivo explicado pelos oficiais é de que os funcionários têm convertido as crianças ao cristianismo.
O orfanato Voice of Hope foi fundado há 10 anos, e cuida das crianças abandonadas pelos pais e pela sociedade. Mais de 30 crianças moravam lá, algumas, desde a sua fundação. Sem o orfanato, o futuro dessas crianças será triste: vivendo nas ruas ou em dos “enormes” orfanatos do governo.
A ordem de fechamento veio sem aviso prévio. “Sempre fomos abertos em relação a nossa religião para as autoridades”, diz Chris Broadbent, gerente de recursos humanos no orfanato. “Ver as crianças sendo avisadas que teriam que ir embora, que nunca mais nos veríamos de novo, é o pior sentimento que eu já vi. É uma vergonha e uma desgraça para os líderes do Marrocos.”
Esse é o mais recente acontecimento em uma série de ações similares tomadas pelo governo do Marrocos. No dia 4 de fevereiro, as autoridades invadiram uma reunião cristã em Asmis, prendendo 18 e deportando um estrangeiro.
Tradução: Missão Portas Abertas
Fonte: International Christian Concern
Os 20 exilados que conduziam o orfanato foram ordenados a sair do país no prazo de três dias. O motivo explicado pelos oficiais é de que os funcionários têm convertido as crianças ao cristianismo.
O orfanato Voice of Hope foi fundado há 10 anos, e cuida das crianças abandonadas pelos pais e pela sociedade. Mais de 30 crianças moravam lá, algumas, desde a sua fundação. Sem o orfanato, o futuro dessas crianças será triste: vivendo nas ruas ou em dos “enormes” orfanatos do governo.
A ordem de fechamento veio sem aviso prévio. “Sempre fomos abertos em relação a nossa religião para as autoridades”, diz Chris Broadbent, gerente de recursos humanos no orfanato. “Ver as crianças sendo avisadas que teriam que ir embora, que nunca mais nos veríamos de novo, é o pior sentimento que eu já vi. É uma vergonha e uma desgraça para os líderes do Marrocos.”
Esse é o mais recente acontecimento em uma série de ações similares tomadas pelo governo do Marrocos. No dia 4 de fevereiro, as autoridades invadiram uma reunião cristã em Asmis, prendendo 18 e deportando um estrangeiro.
Tradução: Missão Portas Abertas
Fonte: International Christian Concern
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